Eventos Adversos em Medicamentos: Oportunidade de Valor para Farmácias e Farmacêuticos
Por que relatar reações adversas é mais do que uma obrigação sanitária?
A maioria das farmácias e drogarias não explora seu verdadeiro potencial como ponto estratégico de atenção à saúde. Relatar um evento adverso — seja ele causado por um medicamento, vacina ou suplemento — é um ato técnico e ético que pode gerar valor tanto para o negócio quanto para a carreira do farmacêutico.
A Anvisa reforçou recentemente a importância da notificação de suspeitas de eventos adversos por profissionais da linha de frente, como o farmacêutico comunitário. Esse profissional é muitas vezes o primeiro a ouvir do paciente que “algo estranho aconteceu depois que comecei esse remédio”.
Isso é mesmo papel da farmácia privada?
Sim. Toda farmácia é parte do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS). Relatar eventos adversos é um dever previsto na legislação, e uma prática esperada do Responsável Técnico, principalmente quando:
- O paciente relata desconfortos ou sintomas após iniciar um tratamento
- Há mudança inexplicável no estado clínico após uso de produto de saúde
- Há uso de medicamento ou vacina em situações especiais (idosos, gestantes, uso concomitante etc.)
📌 Importante: a notificação não exige certeza de que o medicamento causou o efeito. Basta a suspeita.
Como isso impacta o negócio?
Empreendedores do setor farmacêutico que treinam sua equipe para observar, acolher e reportar eventos adversos transformam sua farmácia em um verdadeiro ponto de cuidado.
Vantagens diretas:
✔ Melhora da percepção do consumidor, que vê o estabelecimento como confiável e acolhedor
✔ Fidelização do cliente, que sente que sua saúde é levada a sério
✔ Menor risco sanitário e jurídico, por cumprir seu papel regulatório
✔ Valorização do farmacêutico, com engajamento técnico e mais motivação
E o farmacêutico? Por que aprender isso?
- Porque é parte da responsabilidade técnica e fortalece seu papel como elo entre o paciente e o sistema de saúde
- Porque capacita o profissional a interpretar sinais clínicos e responder com postura técnica e segura
- Porque abre portas para atuação em farmacovigilância, inclusive na indústria ou em programas governamentais
- Porque amplia a autoridade técnica e reputação pessoal no ambiente profissional
Relatar é mais do que cumprir norma. É agir como profissional de saúde completo.
Como fazer a notificação corretamente?
A Anvisa orienta que os relatos sejam feitos preferencialmente via:
🖥️ Notivisa – sistema oficial da Anvisa
📱 VigiMed – plataforma mais intuitiva, voltada para profissionais e cidadãos
📄 Em alguns casos, ainda é possível usar formulários enviados às vigilâncias locais
O farmacêutico deve informar:
- Produto suspeito
- Reação observada
- Dados do paciente (idade, sexo, etc.)
- Data e circunstâncias do uso
E sim: o tempo da notificação é curto. Com prática, não leva mais que 5 a 10 minutos.
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- Compreender o papel da farmácia na farmacovigilância
- Saber como relatar de forma segura e completa
- Identificar e documentar eventos adversos com ética e responsabilidade
- Criar diferenciais técnicos e comerciais no atendimento
🎓 Formações que elevam o padrão do atendimento farmacêutico e fortalecem o negócio.
Conclusão
Notificar reações adversas não é apenas cumprir uma norma. É atuar com excelência, proteger vidas, valorizar a farmácia como instituição de saúde e fortalecer a reputação do farmacêutico no mercado.
Farmácias que cuidam mais, crescem mais. Farmacêuticos que aprendem mais, lideram mais.
Fontes e referências:
- Anvisa. Informe Técnico – Relato de Eventos Adversos a Medicamentos e Vacinas. Junho/2025
- RDC nº 406/2020 (Farmácia como estabelecimento de assistência à saúde)
- Resolução CFF nº 586/2013
- Manual do VigiMed – Sistema de Notificação da Anvisa

